segunda-feira, 2 de maio de 2011

residéncia artium

Anne Thérèse como ready made:


Recuperar a ideia de usar um trabalho como ready made. Faz sentido?
Vou treinando 'drumming' eqto descubro.

1- olhar e agradecer a presença de cada um.
2- dançando drumming.
3- agradecer outra vez e explicar a pesquisa de satisfação do público.
4- a função do trabalho de arte. propor um 'grupo de auto-ajuda', cada um pensa no seu problema e blábláblá.
por ex: se eu tenho problema de estar em cena, podemos propor uma troca de lugares. (afe, parece tonto!) 

- quero usar fotos das pessoas
- gravar os problemas?

sexta-feira, 29 de abril de 2011

pesquisa / auto-ajuda

criar uma pesquisa.
O que o público espera de um espetáculo - trabalho de dança contemporânea?

Por ex:

37% dança - movimentos bonitos com música
18% corpo da bailarina
13% emoção
6% ver algo que mude suas vidas

expor a pesquisa. atender ao público, aos dados da pesquisa.

auto-ajuda

uma das questões importantes é a da função da arte. claro, o espectador sai de casa e se pergunta: afinal, para que vou assistir isso? a que isso me serve?
eu decidi então fazer um trabalho que ajude a melhorar nossas vidas...cada um vai pensar num problema, numa questão que o preocupe. não importa o que seja: algo muito prático, uma questão existencial, ou mesmo algo muito simples, cotidiano. e vamos pedir ajuda. (escrever o problema, gravar, ligar para alguém...)

terça-feira, 26 de abril de 2011

espectador - plateia - público

 J. R. Eyerman, 1952. Arquivos LIFE.




  • observador anônimo em uma sala escura. na sala escura o espectador desaparece.
  • vemos ou imaginamos o espectador de frente ou de costas?

residência em azala - espacio de creación (país basco)

encontrei um livro bem interessante intitulado: Querido Público - el espectador ante la participación: jugadores, usuarios, prosumers y fans

algumas ideias:

1. este trabalho começou assim (mostrar imagem da bacia de alfaces). lavava estas alfaces (gosto + da palavra lechugas, em castelhano), enquanto olhava esta paisagem lá fora. mas, me pergunto, ao mesmo tempo, a quem interessa meu interesse por estas lechugas-alfaces. mas eu estava pensando em você, te juro.

2. de costas ou sem aparecer:

" querido, penso muito em ti. sei que já não nos entendemos. acho que apesar de toda a negação, você ainda se interessa por mim. senão, você não viria. o simples fato de estares aqui, contradiz o que dizes. sim, sei que pensas que não me importo contigo. um dia você me disse muito sério: você deveria procurar no dicionário o significado desta palavra que você tanto gosta: alteridade..." 

construir este texto, desmembrar...até chegar à frase: querido público.

3. começar dançando...você nunca imaginou que eu fosse fazer isso, né?

4. voltar, vestida como comissária. microfone: receber o público, olhando um a um. agradecer por virem. olhar para um específico: - sim, eu fiz este trabalho pensando em você, sim, você de camiseta verde. não é porque eu não sei o seu nome que eu te ignoro. eu notei logo quando você chegou, você tava esperando seu amigo blablabla, ligou pra alguém do celular, depois foi até o bar...(exemplo a partir da obs do que a pessoa fez ao chegar)...

5. jogo...aqueles que não gostarem: se levantam, viram de costas, liguem pra um amigo??

6. ideia antiga de separar o público por passaportes diferentes.

7. as instruções de segurança de avião - sempre me encantam!!
em quem colocar as máscaras primeiro...o que fazer em caso de emergência...afinal, me preocupo com o públicoooo!!

8. da possibilidade de trocar de lugar com o público.


qual é o tom? poético e irônico. fake x real.

alguns objetos de interesse:


- fotos das pessoas do público
- fotos de um público qualquer
- adoro os cartuns do livro que achei

http://www.juanjosaez.com/

- humor, humor, humor!!!
- um jogo
- compartilhar um objeto concreto com o espectador

sexta-feira, 18 de março de 2011

gillian wearing - fonte de inspiração

“Signs that say what you want them to say and not Signs that say what someone else wants you to say,” shows people chosen at random on the street photographed with a piece of paper that has something that that particular person wanted stated.

retomando

  • o público e o artista importam-se com o outro? (O outro presente na platéia, o outro artista, o outro obra).
  • O artista percebe o outro na construção de sua obra? Uma pessoa do público vê a outra com quem partilha o mesmo espaço?


    AGRADAMOS A TODOS OS GÊNEROS (MICA na porta do teatro)

    1. Agradar, oferecer conforto. Oferecer água. No capítulo anterior a performer deixava o público no desconforto, sem saber se conseguiriam ou não um ingresso para o espetáculo...desta vez, fará o possível para que todos sintam-se cômodos. Vou fazer o que sei fazer melhor: dançar.
    2. Explicar o processo de pedido de ajuda. Funcionamento das placas, disposição do público.
    3. Pedir que escrevam em placas como sentem agora.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

oficina janez jansa

Qual a situação das pessoas?
Há gente na fila esperando?
Como se divide o falar e o ouvir?
Em que lugar as pessoas deixam os depoimentos? Onde fica e o que forma o “confessionário”? Lugar onde se vê quem depõe ou lugar que esconde quem depõe?
Como peço os depoimentos? Estou lá? Há instruções no papel? Placas?
Perguntas: Sobre o que? O lembrar, o esquecer? O conteúdo importa?
Dou dica de que as memórias podem ser ficcionais? O que eu me lembro? O que eu invento? O que eu transformo?
É sério? É irônico?
É o compartilhar?
Não estou interessada necessariamente em momentos emocionantes...piegas, programa de tv.
Cuidado com “o show do eu”(ver Paula Sibilia, Sophie Calle).
Por que o público gostaria de se expor? Por que não então se expor num reality show?
Como fazer as pessoas confiarem?

Não posso desagradar ao público? Ser provocativa, irônica, doce, criar empatia...qual é o lugar do trabalho?
Onde estou no trabalho?

Enquanto o público espera pode estar ouvindo o que aconteceu no episódio anterior.

Quero que ouçam os depoimentos ao vivo?
Qualquer depoimento interessa?
É interessante escutar os depoimentos ao vivo já na fila?
A obra é a fila?
Como o público é preparado, aquecido para entrar numa situação?

Há um assunto específico para estas memórias? Morte, amor, relacionamento, perda, segredo, desejo.
Quero misturar o que quero lembrar com o que quero esquecer? Assim, evitar o julgamento de valor da memória boa e da ruim?

É importante que a situação seja aberta, transparente? Acho que siiiim.
Não me vejo fazendo truque, trapaceando, escondendo.

Há uma ironia possível entre o real e a ficção. A memória construída, inventada

Todos ouvem a mesma coisa nos fones?
Há canais diferentes? Há música?
É possível modificar as vozes para que não sejam reconhecidas.

Kieslowski – personagens que se cruzam nos filmes. Num filme estão no mesmo bar, mas não se falam. Em outro se relacionam. Em outro apenas pegam o mesmo barco.-