domingo, 20 de maio de 2012

várias ideias soltas


imagens projetadas a partir do teto – num linóleo branco – as imagens das pessoas
trabalho da jana – fotos móveis
tecer as referências do público
escolher o público
queremos fazer um encontro
criar condições para que as pessoas vejam o que querem ver
como prepara o público para voltar
um workshop para o público?
Encontros?
Comer juntos?
Caminhar juntos ao teatro?
decisão consciente de participar do processo de formação de um grupo temporário
Jochen Gerz – dar visibilidade ao rosto das pessoas, guardar a memória do rosto de um outro


gosto de várias cenas muito pequenas...

Relações com o projeto Trepadeira


Quero que a proposta da estufa (Projeto Trepadeira/SP: junho 2012) tenha relação com HELP! I need somebody
ser o outro
projeto da banquinha de troca de identidades
du fukushima:
“Estou no constante trabalho de deixar de lado o meu sujeito ( DU) enquanto danço. No cansaço quero ser o cansaço. Boto no mundo e tento retirar o EU....já não importa mais minhas razões pessoais, meus desejos, vontades e etc....Meu trabalho é transformar meu corpo em outra coisa que já não é apenas Eu e meu.”

mais...

O encontro inicial com cada pessoa do público (ou com parte delas) poderia se dar no momento da compra do ingresso. O ingresso seria vendido antecipadamente e eu teria uma mesa ou uma salinha para receber as pessoas no momento da compra. Uma possibilidade: ao comprar o ingresso o espectador vem receber comigo as instruções de onde o trabalho começaria (um ponto de encontro, um trajeto). 

Outra ideia: deixaria um problema a ser solucionado e receberia um passaporte que dá direito a assistir ao trabalho (a cor do passaporte pode variar de acordo com o problema/tipo de problema).
Não sei o que fazer com o tal problema...quem sabe quando ela deixa um problema, ela pode ser convidado a sugerir uma solução para um problema alheio deixado anteriormente...como eu torno essas soluções públicas?

E se, no momento da performance, cada pessoa recebe uma espécie de biscoito chinês, com a solução indicada para o seu problema dentro? Mas, e daí? Isso produz algo? Tem consequências? De que forma?

De algum jeito gosto de esperar o público em algum local público com uma placa: HELP! I need somebody
Por que nos encontramos fora do espaço cênico? Como vamos até lá? Que fazemos no percurso?

referência: we are here to help

vou a tua casa

quinta-feira, 17 de maio de 2012

colaboração filipe - envio de referências


1a referência enviada por Filipe em 15.05.2012

http://www.ubu.com/film/alys_faith.html

Quando a fé move montanhas - Francis Alÿs

Já tinha visto esse documentário e já conhecia o projeto. Mas revi e me deixei impactar pela força do projeto outra vez.
Por que 500 voluntários decidem participar da ideia de mover uma duna? Como esse artista chega a estas pessoas? Como explica/compartilha o projeto com elas? O que as move?
A imagem e o evento são impressionantes.

Eles estão juntando o nada ao lugar algum. Se unem para fazer algo aparentemente inútil. A força do coletivo. Deixar de ser um, eu, sujeito. Ser 500.

Me vem a imagem de encontrar o público em algum ponto. Um grupo que se desloca até o teatro. Uma massa. A força de uma quantidade expressiva de pessoas é gigante.
Espetáculo passeata? Pensando nos movimentos de ocupação.

- Que tal marcar um ponto de encontro onde as pessoas encontramos "guias do espetáculo" através da faixa HELP! I need somebody. Todos vão "em passeata". Como? Por que? O que acontece no caminho?

Duas imagens escolhidas um tanto aleatoriamente... 


terça-feira, 15 de maio de 2012

maio 2012

ideias vagas para reiniciar:

- Selecionar o público - fazer um contato anterior, visitar o público. Filipe: o público sinta-se escolhido, pré-selecionado. Criar uma rede.
Algo muda se o público tiver alguma relação comigo/me conhecer antes?

- Fotografar, catalogar, criar uma identidade para o público.

- Como é essa visita? Para que? 
Servir algo ao público? Preparar o caminho? Dar instruções?
Que tal seria buscar o público em casa? Ir fazendo o trabalho no caminho e apenas finalizar no teatro?

- A ideia da visita tem a ver com pesquisar o que o público quer? Voltar ao mote de agradar, fazer o que cada um quer/espera? (agora parece meio tonto...)

É preciso visitar todo mundo do público? Seria interessante dar a entender que todos foram visitados e alguns sentem como se fosse o único q não recebeu a visita...

É possível criar essa sensação de rede ou grupo apenas visitando alguns?

- Eu potencialmente sou...todo mundo é potencialmente tudo. Uma potência que pode nunca se realizar.

- Estética do Fiasco (livro citado na palestra do Bourriaud). Pensar no fracasso como elemento. O público reclama do que eu faço...

10.05.2012

- O trabalho dirigido pelas opções de X pessoas do público. Ex: Entro e digo - Esse trabalho vai durar 17 minutos porque o João disse que qualquer coisa acima de 20 min é insuportável.E sigo com uma descrição a partir das indicações do público.

13.05.2012

- Veio uma vontade de quebrar a tendência a muita fala, a muitos elementos, muitas coisas. Me ocorreu a cerimônia do chá dos japoneses. Não sei por que. Apenas uma ideia de simplificar. Ir à casa do outro servir um chá. (vi o processo do Vestígios em vídeo e gosto do sintético, do "simples" do trabalho)

- Outra ideia: o caminho que leva até o outro. O caminho do outro até mim. Retomar um interesse por mapas, percursos. 

O que ainda gosto das ideias antigas:

- servir comida ou bebida ao público. cuidar do bem-estar do público.
- fazer uma foto conjunta do público.
- produzir algum material/imagem a partir de um encontro prévio com o público.

Não sei se pensar num " espetáculo de auto-ajuda" pode levar a algum caminho...


  




quinta-feira, 5 de maio de 2011

pedaços possíveis

'prólogo'

- telefonar para pessoas que tenham comprado ingresso e acompanhá-las na vinda ao teatro. como estão? de onde vem? com quem vem? como passaram o dia?
- servir água ou café.
-placa: agradamos a todos os gêneros.
- tirar fotos de cada pessoa do público. uma espécie de auto-retrato como cada um queira. de costas. de um pertence. de uma parte do corpo.

  1. Receber o público. Agora as luzes vão se apagando.
  2. Dança 'ready made drumming'. A dança continua em vídeo com a projeção de alfaces.
  3. Explicar a pesquisa de 'satisfação do público'que fiz. Buscar um quadro negro. Desenhar,etc.
  4. Pedir ao público para se juntar pra eu fazer uma foto de recordação.
  5. Minha preocupação com a função da arte. Propor o jogo de ajuda.
  6. Apagar a luz pra pensar (momento da trilha sonora?)
  7. Comentar o trabalho do Maurício Ianês "da bondade dos outros". Projetar fotos de gente na rua.



quarta-feira, 4 de maio de 2011

basado en hechos reales

hoje visitei esta exposição no artium.

DORA GARCIA - Insulto ao público (2009)
"vídeo" só com aúdio. texto relacionando-se diretamente com o público. com expectativas. o que artista pensa do público, o que o público pensa do artista. Interessante!!

Recuperar a ideia do trabalho começar antes que o público chegue. Telefonar para o público? Acompanhá-los de alguma maneira antes de chegarem? Como chegar até o espaço privado?

Outra ideia:
além da foto de cada um na entrada, pensar na situação de uma foto conjunta num dado momento.

brainstorm, brainstorm, brainstorm...