quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

núcleo conhecer o público

O público se forma pela iniciativa de alguns que telefonam para se inscrever.
De 1 a 5 pessoas iniciam redes/rizomas
O trabalho começa quando uma pessoa decide ir.
Como é este diálogo no telefone?
Quais as regras para funcionamento, perguntas e respostas?
Como criar confiança de modo que cada pessoa me indique e repasse o telefone de outras três?
Como se estabelece um contrato com o público?
O que acontece se alguém não decide se vai na hora do telefonema?

Tarefa: Criar algumas simulações de diálogos – regras e interesses










quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

nuvem


é isso! Tão belo e ”simples” quanto uma nuvem no meio da sala.
Imagem-presente do trabalho do Berndnaut Smilde vindo das mãos da Clarissa.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

fótons gêmeos

Pensando no início de HELP! e no texto a ser ouvido nos fones.


Achei um trabalho do Francis Alÿs que também dialoga com isso, chamado Guards. Achei muito bonita a ideia de que as pessoas tem rotas diferentes e precisam se encontrar.

Será que elas poderiam levar mapas nas mãos com diferentes possibilidades de roteiros? Será que elas poderiam ter placas nas mãos indicando HELP! (quando quisessem atraiar alguém ou indicar que fazem parte do espetáculo levantariam a placa?)

Uma dúvida que tenho é até que ponto as pessoas precisam ouvir algo sobre o "experimento quântico". Se ele simplesmente se faz e eu não preciso teorizar sobre ele, me parece muito melhor.

Mas o que elas ouvem então nos fones? Gosto, sem dúvida, dessa ideia de algo a ser ouvido ao "pé do ouvido", mas não uma aula de física. Algo tipo: "estudei para fazer este trabalho". Manter a ideia de instruções? Só me interessa a física como possibilidade poética: o desdobramento de si, o público como partículas que se afetam mutuamente.
A multiplicação de placas HELP! I need somebody pelas ruas me parece tão bonito! (pode ser um programa do espetáculo que pode se desdobrar e funcionar como uma placa se vc precisa de ajuda para descobrir os outros!).

 

Também achei esse texto sobre os fótons gêmeos e o Luiz Davidovich:
 fótons gêmeos e luiz davidovich

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

NADA

Esta semana (Em Casa Branca no workshop da Vera Mantero)  pareceu o NADA , a INUTILIDADE.
Marina Sarmiento me contou sobre a conferência sobre o nada de John Cage.
Achei a tradução de Augusto de Campos.conferência sobre o nada - excerto

Imagens:

branco
gelo - corpo sobre o gelo
nuvem
bolinha de isopor
sal grosso
papel branco (amasado, dobrado e desdobrado)
imagens de gente (fotos 3x4) de costas

vazio-nada- inútil

(me veio esta imagem do trabalho da Rivane Nuenschwander que voltei a ver no Inhotim)


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

adorei


17.01.2013

17.01.2013

Eu adoro placas – começar de tudo aquilo que gosto/ me interessa. Vide mapas do caixa-preta. Penso sempre em placas. Pode ser clichê. Não importa.

  • 1a ideia desta manhã (vindo de ontem): um grupo de gente em cena, em pé, comigo misturada lá na meiuca. De algum lado emerge a placa: HELP! I need somebody. Um microfone é passado desde a periferia do grupo até mim, por cima das cabeças...eu vou explicar que vamos passar 30 minutos juntos. Depois de alguns minutos alguns participantes servem água + petiscos.
  • Muita gente: solo povoado
  • Me interessa o que é das margens de um trabalho: o protocolo do espetáculo, o processo, o que não aparece. Nunca me interessa criar “ a cena”.
  • Códigos de comportamento do público (o que faz qdo quer sair antes do final, como se organiza para entrar, o que se deve fazer quando se esquece o celular ligado, se vc conhece o artista, o que deve fazer qdo acaba o espetáculo???)

IMAGEM: 30 pessoas em pé. Chegam + 30 ( o dito “público”).
Há uma massa de gente: coisas vão aparecendo sobre suas cabeças: cadeiras, lanche, microfone, objetos...

E se são 30 ações? Uma por minuto?

  • Quais são as 30 coisas de que gosto agora?
  • Reação em cadeia. Me lembrou: joão que amava Teresa, que amava...(não sei ainda porque!)





quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

16.01.2013

Início
O que nós vamos fazer aqui:
  • passar 30 minutos juntos
  • discutir a nossa relação
Normalmente, isto não se explica. Mas não quero que paire/fique nenhuma dúvida. Melhor deixar claro.

A 1a parte é a do suor: O intérprete/performer/bailarino deve suar o máximo possível. (isto aumenta as chances de que ele seja mais respeitado pelo público)

  • Eu deveria estar em cena, mas como em certos momentos sinto uma súbita fobia ao público, a Clarissa vai ficar aqui como uma possível substituta
  • Quantas pessoas não me conhecem? Este é um trabalho para o público “comum”. Me explico: Num trabalho anterior eu separei o público em dois grupos: convidados e público comum. Era proposital. Era uma situação meio vexaminosa. Tinha lá as suas razões. Mas, muita gente ficou horrorizada – recebi vários emails reclamando, alguns até ofensivos. Então resolvi que neste trabalho eu ia me redimir
  • Setor de reclamações: quem quiser manda um email para...ou fazer um lugar onde eu ouça as reclamações? Incluo as reclamações do dia anterior no trabalho. Isto afeta/altera o trabalho? (afe, parece tudo palhaçada...!)
  • Gosto da ideia de manter as pessoas por algum tempo com MP3 e fones de ouvido...seguir ouvindo instruções, trilha pelos fones?
  • Tem sentido o papel/dobradura? Pesquisar os protótipos dos Bichos da Lygia?
  • Ler Medo – Adauto Novaes