quinta-feira, 14 de março de 2013

versão atual

só pra resumir:1-começamos por telefone2- há dois pontos de encontro na rua: num tou eu com plaquinha de HELP!, no outro a Clarissa. Há uma pequena salinha de espera em cada ponto na rua, com umas cadeirinhas de praia e um banquinho com um fundo para tirar as fotos (seu momento virtuoso- qdo vc tem 10 min em cada local para tirar 15 fotos...um motoboy fará seu deslocamento de um lugar para outro em dois minutos)3- Eu e Clarissa damos as boaas vindas ao público (cada uma para seu público no seu ponto de encontro),explicando que neste trabalho é importante chegarmos todos untos e, portanto, faremos uma pequena caminhada e pedimos q todos se mantenham bem próximos. Saímos com a placa de HELP! para o alto liderando o grupo. À nossa frente sai um músico em cada grupo tocando a mesma melodia (aquela sua ideia, lembra?). Caminhamos por uns dez minutos até que um grupo aviste o outro e os músicos toquem juntos, num momento de encontro já bem pertinho do teatro. (Ana Paula - a bilheteira virá ao ensaio para dar um suporte musical, ver como/quanto sairiam os músicos e reger nosso coro-mantra).3- Eu e Cla guiamos o público para entrar no teatro eqto se projetam ass nucaas na parede do fundo (pensamos nas músicas e percurso de forma q vc tenha 15 minutos para organizar e trabalhar nas fotos para projeção. Viável?)4- Eu entro em cena e peço para pessoas me ajudarem e, antes de sentarem nas cadeiras, se aproximarem de mim em pé enquanto eu mantenho a placa HELP! levantada. Peço pra ficarem mais um pouco e se se incmodam que eu tire uma foto. (te peço para tirar uma foto)5-Eu pergunto se todos chegaram bem e digo que a Cláudia vai servir água para todos. (é você q serve, mas vc já saberá pq te chamo de Cláudia)6- Eu digo: agora posso continuar e saio dançando energicamente.7- Enquanto danço Clarissa entra em cena e diz q vai conferir se todos estão presentes. Chama nome por nome lendo a lista dos inscritos (talvez contando com esse marcador de comissárias) e sempre vão faltar um ou dois.8- Eu paro de dançar e falo que conforme combinamos, o trabalho acontece só quando todos estão presentes. Então sugiro que esperemos uns 5 minutinhos. (vc projeta um cronômetro em contagem regressiva). Eu e Cla ficamos paradas esperando.9- Depois de uns dois minutos eu proponho fazermos "o que se diz que é democrático":  uma votação para decidirmos se continuamos agora ou seguimos esperando. Supomos q a galera vai querer q continuemos.10- Digo: vou continuar, então. Sigo dançando por uns 3 minutos.11- Paro de dançar, Cla segue a sequencia de onde parei. Dou boas vindas ao público e digo q oq vamos fazer é passar X minutos juntos e para que isso de fato aconteça é importante q ninguém saia. Fico parada por um tempinho (Cla segue dançando). Continuo a falar: Qdo escrevi o projeto era um solo, mas com o tempo ficou difícil ficar sozinha, fazer tudo sozinha, então algumas pessoas vieram me ajudar e algumas delas até entraram na cena: a Clarissa e o Theo. Mas era complicado explicar pro patrocinador que o solo tinha virado um trio. Então eu passei a chamar este solo de solo compartilhado. Por isto Theo e Clarissa atendem também por Claudia.12- Volto a dançar. Theo e Cla correm um em direção ao outro chocando-se várias vezes. Caem no chão. Neste momento há uma projeção no chão super tecnológica futurista tipo partículaas atômicas explodindo,etc....Theo e Cla deitados no chão por 1 min (eu dançando). Clarissa explica em seguida q esta parte foi criada num momento em que ela discutia o trabalho com seu marido e ele sugeriu q ela fizesse uma relação entre dança e novas tecnologias. Ela pnsou em algo de ponta como o LHC - o colisor de partículas...vc deitado no chão continua explicando q vc foi pedir a colaboração de uns amigos físicos que explicaram uma série de teorias sobre o mundo quântico. Isto continua com uma projeção ao fundo de explicações de física tipo "minutephysics" (link).13- Eu q estava dançando, sigo me movendo e traduzindo ao vivo as falas do vídeo (possivelmente em inglês).14- Depois, acabo morta de cansaço, paro. Cla continua a sequencia.Eu peço a alguém do público q me ceda seu copo d'água. Depois peço a cadeira de algum espectador "só por um minutinho". Sento eqto a pessoa fica em pé.15-Aparece projetado um vídeo com a Paloma Calle (leiam neste blog quem é) dizendo q está assistindo este trabalho há alguns minutos e acha q chegou um momento em que precisamos de ajuda. Ela sugere algo para fazermos (fala q a Clarissa tem que parar de se mover para ajudar e a Cla responde q não pode parar...).  A ideia aqui é realmente pedir uma ajuda por email para Paloma Calle (ela tem trocado emails comigo).Talvez façamos uma ação com o papel ou outra coisa para seguir o q ela propõe como ajuda, não importa o q seja.Conseguimos ir até aqui....Enviado do tablet Samsung

sábado, 2 de março de 2013

preferiria não

hoje achei uma artista espanhola bem interessante chamada Paloma Calle.
comecei encontrando (não sei como) um trabalho apresentado no teatro La Laboral (gijón):

 
alguns trabalhos dela:



e agora me veio a possibilidade de contar em aúdio que estou em casa e não vou ao teatro. listar os motivos de não ir me apresentar. enquanto as pessoas se encaminham ao teatro: posso mandar uns substitutos que se movimentam no teatro enquanto eu me justifico.

gosto de algumas ideias que venho desenvolvendo:
o trabalho que consiste em mover sem parar contando todos os movimentos que vou fazer (em 30 minutos, algo como 1.800 movimentos), quansdo preciso parar para falar ou por cansaço, outras pessoas em cena continuam os movimentos...the show must go on!
mas será que isso é muito conformista, pouco arriscado??

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

opavivará

esse coletivo artístico tem ótimas ideias sobre criar ambientes de encontro.
vejam que maravilha isso, por exemplo:     transporte coletivo - opavivará

outra coisa

help pode ser sobre todas as possibilidades de pedir ajuda ao público.
(há que se ter algum critério para que pédidos valem ou não, of course!)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

questões + questões + questões

algumas problemáticas:

1- Com o Theo viajando e sem ter como seguir fazendo testes de vídeo, imagem e projeções o que seria mais prudente é simplificar o trabalho de imagens, apontando para alguma coisa que já tenhamos testado de alguma forma, tipo:
- Fotos 3x4 do público de costas
 a ideia das fotos "entrando na tela" sendo projetadas em tamanho menor e vão entrando numa espécie de desenho de fundo infinito. Poderia ser bacana se o público ao entrar vê suas cabeças de costas, como q "seguindo adiante e entrando na tela";
algumas formas q possam interessar de usar as fotos para criar rizomas, árvores genealógicas do público que não sejam muito literais (pedi pro Theo provar fazer uma experiência com as fotos, como se elas saíssem de "dentro" da tela)
- Experiências de criar "rizomas orgânicos"
Formados por caminhos de bolinhas de isopor ou linhas filmadas sobre fundo preto
- Gosto da ideia de desenvolver placas que podem tanto aparecer ao vivo, serem feitas na hora ou aparecerem em imagens
- Não experimentamos ainda nada de projeções pensadas especificamente para o chão ou sobre meu corpo, não sei como testar isso sozinha.

2- Após os telefonemas não sei se o público vai para um ponto de encontro, se vai para a entrada do teatro...o fato é que as fotos 3x4 seriam idealmente feitas logo que o público chega para dar tempo do Theo trabalhar nelas. Logo, deve acontecer algo entre a chegada e a entrada no espaço cênico. Originalmente haveria uma cabine para tirar fotos (ou mesmo um fundo num lugar), mas há que se pensar que raios fazem as pessoas enquanto esperam (imagino que isto levaria minimamente 15 min). Depois disso as pessoas receberiam fones de ouvido para a suposta caminhada conjunta. Ainda gosto de que "o que realmente importa" aconteça fora do teatro, mas não consigo me convencer minimamente sobre o que guia esta caminhada, o que a pessoa ouve, etc...Algumas possibilidades que até hoje acho idiotas:
- O áudio é simplesmente um guia das ações que cada um realiza no caminho. Problemas: Para que? Por que não chegar simplesmente cada um a seu modo?
- O áudio narra o que eu estou fazendo dentro, minhas ações para aquecimento ou o início do trabalho que já está acontecendo. Problemas: Como narrar isso de uma forma instigante? No que isso interessa ao espectador?
- O áudio é uma espécie de conversa com o espectador. Sobre o que?

Há sempre a possibilidade de repensar se o áudio é um bom caminho. às vezes me ocorre que a distribuição de mapas (uma ou várias versões do caminho possível para o teatro). Mas o que estes mapas propõe? Para que se precisa do mapa? Que tipo de mapa é esse?

Qual é o foco desta ida em conjunto ao teatro??
Já apareceram aqui ideias diversas:
-Uma das primeiras era ter vários grupos que aos poucos iriam se juntando. Ninguém saberia exatamente qtos espectadores ao todo são. Não consegui linkar isso com nada ainda;
- Existiriam dois grupos, pensando na ideia de fótons gêmeos, simplificando muito: duas partículas que quando separadas reagem uma à outra. POde-se inferir algo sobre uma que não se vê através de uma outra. Isso teria a ver com uma possível ideia de que alguém do outro grupo de público seria o seu duplo. Achei tudo lindo quando estudei física, mas não tive a menor ideia do que fazer na prática;
- O grupo seria um só e tentaria fazer com que eles chegassem ao teatro "como um organismo só". (???)
Tem a ver com fazer com que se sintam parte de uma experiência comum como quando a Cla contou que era interessante ver no Claraboia as pessoas chegando de maiô, algumas enroladas na toalha, numa situação extra-cotidiana...

3 - Quando o público chega ao teatro, acharia interessante que eles caminhassem em direção às cadeiras numa penumbra de modo que se visse projetado as fotos 3x4 de costas em proporções que dão ideia das caebeças "seguirem entrando na tela". Embora pensasse usar as fotos mais pro fim, fiquei com essa imagem que gostei muito.

4- Uma possibilidade seria já estar dançando "pra suar" na entrada do público (comprovando que isto é um espetáculo de dança!). Não sei se isto seria num espaço num dos lados para não atrapalhar as projeções das cabeças ou se isto não fica muito bom ao mesmo tempo que a projeção.

5- Gosto da ideia de "receber e cumprimentar" o público. Pode ser feita de maneira "normal" ou fazer isto sem parar de dançar. Uma das coisas que me ocorre seria criar uma sequência exaustiva de uns 5 minutos que eu repito indefinidamente, independente da projeção mudar, de exibir placas, de falar com o público, do Theo ou da Cla entrarem em cena, de haver um papel, de alguém fazer um kirigami/origami...eu jamais pararia. Eu tou sempre mantendo o núcleo do suor. Faz sentido? É idiota?

6- Independente de eu sempre me mexer ou não, ainda tou bem interessada no Núcleo do Suor: acho que em algum momento prossegue a ideia de 3 pessoas suando por razões diferentes. Tb quero desenvolver o mantra: O ARTISTA DEVE SUAR/SOAR. (precisamos de professor de canto!!!)

7- Não sei se ainda vigora a ideia de fazer dobraduras no papel ou criar um tipo de kirigami. Também gosto daquele papel "chão ladrilho". Só fico imaginando que se a Cla for fazer "trabalho braçal" pra suar se não pode se formar algo aí com algum material ou objetos que substitua esse material do papel. São duas coisas diferentes? Alguma delas interessa?

8- Me agradaria se o trabalho não acabasse após aplausos. Quero dizer, há este fim provisório no teatro, mas talvez possamos continuar uma conversa na internet ou mesmo ficarmos disponíveis para conversar com o público que quiser durante X horas por semana no ponto de encontro (que poderia ser uma espécie de sala de estar na rua, onde as pessoas tanto esperam a caminhada, quanto, em outros horários as pessoas podem vir conversar sobre o trabalho...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

PROGRAMAS DA CLARISSA

PROGRAMA 1
[Início: 20/02/12]

Toda semana, convidar separadamente 5 pessoas para fazerem um programa qualquer comigo. [serão 5 convites e 5 programas por semana]
- Este PROGRAMA 1 deve ser realizado por dois meses.
- O programa que será realizado com o convidado pode ser proposto por mim ou por ele.
- Relatar todos os convites, programas, recusas, desistências e falhas minhas na execução desse PROGRAMA 1.
- E por fim, ao menos uma das pessoas da semana tem que ser alguém quem eu jamais convidei para um programa.


PROGRAMA 2
[Início: 25/02/12]

Durante 14 dias, fazer todo dia uma atividade diferente que me faça, literalmente, suar.
Relatar todas as atividades.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

ADF

arqueologia do futuro é o nome de uma ferramenta usada pelo pessoal do Jardim Equatorial/SP - Thelma Bonavita

Consiste em projetar um possível espetáculo por dia e assim ir percebendo as escolhas estéticas-político-poéticas dos artistas participantes.
Percebo que me interessa fazer isso tb e que tenho feito algo parecido.
Aos participantes que quiserem se aventurar: convite feito!

O espetáculo de hoje é este:

1- anúncios informam que as pessoas devem se inscrever por telefone para assistir.
2- são abertas de duas a cinco frentes-rizomas, conforme as pessoas telefonam. cada pessoa indica outros 3 possíveis participantes. ligo para os indicados convidando-os para HELP! informo onde e quando devem se encontrar. cada pessoa deve confirmar sua participação e/ou indicar outros possíveis 3 interessados até completarmos 30 pessoas. cada um é informado que precisa avisar em caso de desistência, pois HELP! só começará com a presença de todos os listados para aquele dia. 
3- público se encontra na porta do teatro. é proposto a cada um entrar numa cabine para fazer uma foto 3x4 de costas. se há um atraso, alguém informa que todos devem decidir juntos se esperamos o retardatário ou começamos.
4- ai, ainda não sei se recebem fones e como entram no teatro...
5- quando entram estou dançando vigorosamente e se lê numa projeção ao fundo; HELP! I need somebody (como se fosse alguém segurando uma placa, mas só se vêem as mãos, não o rosto).
6- depois desta dança, paro em frente ao público olhando para cada um, como que cumprimentando-os de maneira simpática. a projeção segue ao fundo.
7-sigo em pé (talvez servindo água ou uns quitutes) e a projeção muda. outra placa: PRECISA-SE DE PÚBLICO
8-Alguém passa atrás carregando distraidamente uma placa: AGRADAMOS A TODOS OS PÚBLICOS
9- Explico ao público que vamos passar X minutos juntos, portanto peço que ninguém saia.