terça-feira, 15 de janeiro de 2013

do que se trata


Vou explicar um pouco o que vamos fazer aqui: vamos passar um tempo juntos, vão ser só uns 30 minutos, não é muito longo, mas se neste tempo alguém precisar ir ao banheiro, pode sair em silêncio seguindo alguns códigos típicos de teatro...abaixa um pouquinho na frente dos outros que talvez estejam prestando atenção.
Se alguém precisar atender ao celular, não tem problema, é só pedir para que os outros coloquem fones de ouvido e apertem o MP3 na faixa X...

Fiquem tranquilos. Este trabalho dura apenas X minutos.
O público respeita mais o artista que sua. ( tou falando de suor mesmo)

  • Incluir um setor de reclamações
  • Assumir a DR com o público. Crise de relacionamento. Se recusar a fazer o espetáculo porque estou em crise com a plateia. Eles não gostam de mim. Tenho medo do público.
  • Los Torreznos: começam explicando o que vão fazer – colocar num plano simples, cotidiano.





teoria dos multiversos e o início de help

Se a teoria dos multiversos não se equivoca, quer dizer, se existe mesmo o que os físicos/cientistas chamam de uma inflação de universos, ou seja, vários universos originados de um desdobramento de eventos, implicando na multiplicação não só do universo, quanto dos seres; neste mesmo momento, em outro universo o seu outro eu acaba de decidir assistir ao espetáculo HELP! I need somebody. Sendo assim ele ligou para fulano e fez sua reserva. Comprometeu-se a estar no local combinado na mesma hora que você, entregou seu documento para sicrano que segurava a placa onde lia HELP! Blablabla e acaba de receber este equipamento conectado ao fone de ouvido. Você e seu eu de lá ouvem agora as mesmas instruções. Avançando ainda mais na teoria dos Multiuniversos, pode haver ainda outros eus além do eu de cá e lá, que hora chamaremos: eu ali, eu aqui, eu acolá seguindo, neste exato momento, as mesmas instruções.

Cada pessoa precisa encontrar seus outros eus. Uma aventura em busca de você ali e acolá.


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

teoria dos multi mundos:
pode haver um outro “eu” igual a você no outro grupo

interpretação de Copenhague. Apesar de desafiar a interpretação dos Muitos Mundos, muitos físicos quânticos ainda acreditam que a interpretação de Copenhague esteja correta. A interpretação de Copenhague foi proposta pela primeira vez pelo físico Neils Bohr em 1920. Ela diz que uma partícula quântica não existe em um estado ou outro, mas em todos os seus possíveis estados de uma vez só. É somente quando observamos seu estado que a partícula quântica é forçada a escolher uma probabilidade, e este é o estado que observamos. Como ela pode ser forçada a se apresentar em um estado observável diferente cada vez, isto explica porque as partículas quânticas têm um comportamento irregular.

No experimento de Schrödinger, o gato estava fechado dentro de uma caixa. Durante o período em que estivesse ali dentro, o gato passaria a existir em um estado desconhecido. Como não poderia ser observado, não seria possível dizer se estava vivo ou morto. Ao invés disso, existia no estado de vida e morte. Em outras palavras, o gato está vivo e morto enquanto não se observa. É mais ou menos a resposta da física quântica para a velha pergunta zen: se uma árvore cair no meio da mata, e ninguém estiver perto para escutar, faz barulho?

Estas teorias se relacionam com uma vontade antiga de que cada grupo de espectadores veja uma obra diferente...

  • Diário mínimo - Umberto Eco (instruções para todo tipo de coisa)
  • Tempo no meu trabalho: tempo impossível, tempo ficcional, tempo com bifurcações/diferentes possibilidades
  • Placas na rua para esperar o público: há um contato prévio, o público é levado a assumir um compromisso qualquer
  • Foto conjunta do público (na rua? No teatro? Se o público forma uma massa conjunta poderia ser o momento em que decidem não mais se separar...podem ser todos de costas para não deixar ninguém constrangido)
  • Foto de detalhes do público
  • A ideia de perder tempo juntos
  • A indefinição sobre onde/quando começa
  • De alguma maneira se propõe que o trabalho já começou antes, o tempo retrocede
  • Desencontro: nunca se está onde se “deveria” estar
  • Ver protótipos dos bichos (Lygia Clark)
  • O fracasso da obra – assumir o fracasso, a impossibilidade de agradar ou conectar-se ao público
  • Teorias são hipóteses (Cris Blanco)
  • Não fazer nenhuma obra”
  • Fazer um espetáculo muito pequeno (pessoas pequenas em lugares pequenas fazendo coisas pequenas...)
  • O trabalho que vcs vão ver é um plágio deste livro: um livro pequeno, simples, direto...tinha inveja do autor que escreveu um livro que facilmente poderia disfarçar-se de livro de auto-ajuda, de formato..., colocado perto do caixa da livraria
  • Esta é uma mini-obra
  • Pesquisar o livro Ó do Nuno Rampos – o que há sobre perder tempo?
  • Instruções para que os corpos do público fundem-se numa mesma matéria...o trabalho é um experimento com o público. (Ciência-ficção – Cris. Pedir livros Miriam)
  • Acho que é bonito se os espectadores pensam que é um trabalho para apenas 10 pessoas, por exemplo (3 grupos?)

Se ver se relaciona ao espaço e ouvir ao tempo...como pensar a 1a e 2a parte do trabalho?
O percurso de ida é uma experiência de tempo...As projeções, o corpo e o papel – espaço.

Imagino um percurso de ida que parece curto no espaço, mas é relativamente longo no tempo. E um espaço largo no espaço cênico, porém curto de tempo.



domingo, 8 de julho de 2012

tese da Ivana

Alguns trechos:

" A autoria seria, assim, um espaço aberto entre o autor e o leitor, algo que só acontece no momento do encontro e por isso é sempre inacabado - o que põe em jogo muito mais coisas que apenas um significado: há implicações emocionais e políticas nesse compartilhamento."

"Um autor põe sua vida em jogo na obra, ainda que ela se constitua no domínio da representação; e na obra está sua expectativa de comunicação com o outro..."

" A criação seria, pois, uma experiência na qual o sujeito e o objeto se formam e se transformam um em relação ao outro e em função do outro". (Foucault apud Agamben) 

A obra precisa ser compartilhada fisicamente para existir.




terça-feira, 12 de junho de 2012

release provisório - junho 2012


Este ingresso te convida para três encontros. Teremos um prólogo, uma introdução e um primeiro capítulo. Nestas três ocasiões, seremos algumas pessoas perdendo tempo juntos. Mas, para que isso aconteça, primeiro será necessário que encontremos alguma forma de estarmos juntos.
Este é um solo compartilhado, um pedido de ajuda diante do pânico de estar só.

sábado, 2 de junho de 2012

corpo e dobradura

andei pensando em dobraduras, especialmente num jogo que não lembrava como se chamava, agora já descobri (link abaixo). o corpo-dobradura (lygia clark-bicho), a dobradura como abertura para várias possibilidades, cada pedaço aberto indica uma possibilidade de continuidade do trabalho, possibilidades simultâneas.
tarefas:
experimentar - corpo e papel
fazer minha versão do come-come

come-come (dobradura)